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Suinocultores ganham uma sobrevida na atividade

Data 13/07/2012 às 08:31
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As medidas anunciadas pelo Governo Federal devem garantir uma sobrevida aos produtores de suínos de Santa Catarina. O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, Marcelo Lopes, esteve ontem em Brasília reunido com representantes do segmento e acompanhando a audiência pública com o Ministro Mendes Ribeiro Júnior. No evento, o Governo Federal anunciou crédito de R$ 200 milhões para financiamentos dos produtores, agroindústrias, cooperativas e supermercados.

Uma das possibilidades levantadas é de retirar no mercado interno o excedente. Nesses casos as agroindustriais comprariam a produção visando estocar para as festas de final de ano, quando o consumo cresce sensivelmente. Ainda faz parte das medidas a prorrogação das dívidas de custeio com vencimentos ou já vencidas em 2012 para janeiro de 2013.

Lopes enfatiza que o setor ainda vai continuar em situação difícil e as medidas irão contribuir, mas não resolver a crise enfrentada pelo produtor. O presidente da ABCS acredita que muitos produtores ainda devem enfrentar problemas no campo por mais um tempo. São mais de 200 mil toneladas de excedendo no mercado interno. Lopes espera que em alguns meses o problema seja resolvido senão muitos suinocultores irão continuar desistindo da atividade.

ACCS

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Lozivânio de Lorenzi, explica que o Governo Federal atendeu parcialmente os pedidos feitos pelos produtores. Ele não acredita que as agroindústrias poderão retirar todo o excedente do mercado interno em um curto espaço de tempo. Segundo informações, as próprias agroindústrias teriam que se adaptar para abater os animais e buscar espaços para estocar a produção.

Lorenzi afirma que vai continuar em Brasília tentando negociar com o Ministério da Agricultura novas medidas que venha ajudar os produtores. Ele quer o preço mínimo para a categoria e a viabilização de pagamento superior a R$ 0,40 de subsídio por quilo de animal comercializado. Durante o evento, dados também foram divulgados com relação aos reflexos da crise e os prejuízos para a economia dos municípios produtores. A inadimplência no comércio já chega a 20% em algumas cidades e o movimento caiu sensivelmente.
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