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Suspeita de raiva obriga Secretaria da Saúde vacinar cerca de 15 mil cães e gatos
Uma força tarefa será desenvolvida, a partir desta quarta-feira (29/01), em uma área de cinco quilômetros em torno do bairro Vista Alegre, em Concórdia, visando vacinar cerca de 15 mil cães e gatos.
O trabalho se faz necessário após o surgimento de um caso suspeito de raiva diagnosticada em um gato. O fato foi registrado no dia 14 de janeiro. Os primeiros exames deram positivo para raiva, porém um novo exame realizado na tarde da segunda-feira (27/01) deu negativo. O gato com a suspeita de raiva morreu e uma coleta de material foi realizada para exames.
O foi registrado na rua Anita Garibaldi, sendo que a proprietária do gato também foi ferida pelo animal, porém já recebeu quatro doses de vacina e está fora de perigo e sendo monitorada pelo Secretaria Municipal de Saúde.
Conforme o Secretário Municipal da Saúde Alessandro Vernize, uma equipe de Itajaí que recentemente enfrentou o mesmo problema e já tem experiência nestes casos, vai dar apoio ao trabalho em Concórdia. Ele acredita que a aplicação da primeira dose da vacina nos animais seja concluída num prazo de 30 dias.
A coordenadora do Programa de Raiva Animal da Gerência Estadual de Zoonoses, Ivânia da Costa Folster comenta que o trabalho de vacinação será realizado em todas as residências na área de risco, bem como no animais soltos na rua.
Ela alerta que a raiva em humanos não tem cura, por isso da preocupação de evitar o surto da doença. Em Santa Catarina o último caso foi registrado em 1981 em um morador de Ponte Serrada. No Brasil foram cinco casos no ano passado.
O CASO
O caso suspeito de raiva envolve um gato macho quatro anos, doméstico, dócil, comportamento calmo e que não tinha histórico de agressão. No começo de janeiro o animal se ausentou da residência e ao retornar apresentava uma lesão na região lombar. Segundo o relato da dona do animal, com o passar dos dias o felino alterou seu comportamento, afastando-se das pessoas e apresentando dificuldade de deglutição e fotofobia. No sétimo, atacou a sua proprietária de forma violenta.
O exame clínico do gato apresentou a sintomatologia paralisia do trem posterior, uma lesão na região lombar sugestiva a mordedura e contrações involuntárias. O animal foi observado e avaliado no dia 14 de janeiro de 2014 e no dia 15 veio a óbito.
Depois da necropsia, o material coletado foi encaminhado para o laboratório. No dia 24 de janeiro saiu o parecer da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Estado (DIVE) referindo que o gato estava contaminado com o vírus da raiva (apresentava o vírus nas duas lâminas analisadas no laboratório).
A análise de outras lâminas, divulgado na segunda-feira à tarde, não confirmou o primeiro diagnóstico.
A paciente agredida pelo gato realizou a sorovacinação e está bem de saúde.
A VACINAÇÃO
Em casos do vírus conhecido como Morceguina (Variante), o Ministério da Saúde estabelece que seja feita a vacinação dos cães e gatos no raio de cinco quilômetros. Para atender a exigência, a Secretaria da Saúde de Concórdia e a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado trabalham intensamente para montar a estrutura necessária, o que envolveu a realização de reuniões com instituições públicas e empresas durante a terça-feira.
As equipes de vacinação começam a atuar nesta quarta-feira, dia 29. Cada equipe é formada por um Agente Comunitário de Saúde (ACS), um vacinador e pessoal de apoio. A meta é vacinar 80% dos cerca de 15 mil cães e gatos existentes no prazo de 30 dias. Logo em seguida haverá a aplicação da segunda dose.
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