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Tenente-coronel reclama de impasses em convênios com a Prefeitura

Data 25/11/2016 às 12:33
Afirmação foi feita durante a solenidade de promoção de policiais militares, na manhã desta sexta-feira, dia 25
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Divulgação.
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O tenente-coronel Ricardo Alves da Silva, comandante do Batalhão de Polícia Militar de Concórdia, desabafou sobre as algumas dificuldades que o órgão estaria sofrendo no serviço de policiamento e destacou que parte delas se deve a alguns impasse nos convênios com a Prefeitura de Concórdia. A afirmação foi feita durante a solenidade de promoção de Policiais Militares, ocorrida na manhã desta sexta-feira, dia 25, nas dependências do próprio Batalhão. Essas questões foram abordadas pelo próprio oficial durante seu discurso.

Em entrevista à Rádio Aliança, Ricardo Alves começou falando sobre o fato de Concórdia ser um dos quatro municípios de Santa Catarina que não firmou convênio com a PM, sobre as multas de trânsito, após as mudanças na formatação dessa parceria, determinadas pelo Detran. "Nós não podemos fazer autuações em competências exclusivamente do município como estacionamento em locais proibidos, som alto nos veículos. Tudo isso é competência municipal! Diante disso estamos fazendo o serviço pela metede. Quando há casos dessa natureza, não podemos fazer autuação por falta desse convênio", conta. De acordo com o comandante, houve um entendimento do Jurídico da Prefeitura para que não ocorresse esse convênio por conta de supostas ilegalidades. "Diante disso, a gente respeita a decisão da assessoria, mas quem sofre é a população", arremata.

Outro ponto levantado é em relação a aquisição das armas de choque para atuação dos policiais. Conforme o tenente-coronel, o município de Concórdia foi o único de Santa Catarina que não adquiriu esse dispositivo para o posterior repasse à PM. Conforme Ricardo Alves, houve um entendimento do jurídico da prefeitura que não poderia ser dessa forma e com isso a PM teve que buscar esses equipamentos através de outras formas. "Em outros municípios, essas armas foram adquiridas através de convênio. Nesse caso, as prefeituras fazem o repasse de dinheiro para um fundo específico, sendo que o fundo adquire essas armas e repassa para a polícia, com o entendimento do Exército, que regula o uso desse equipamento", explica.

Por fim, o comandante do Batalhão da PM de Concórdia reclamou sobre a situação das duas motocicletas, adquiridas para a PM através do fundo de multas de trânsito - em convênio com a Prefeitura de Concórdia, e que ainda não estão à disposição para os serviços. "Essas motos foram compradas no mês de agosto. Como era período pré-eleitoral, a assessoria da Prefeitura entendeu que não poderia ser feito o repasse, o que ocorreu somente após esse período. Porém esses veículos já ficaram sem bateria em sem o emplacamento. Então, são coisas que a sociedade não entende! A gente procurou preservar a boa relação com a prefeitura, mas chega um momento que a gente não conseguei mais trabalhar", finaliza. 

(Com informações do repórter André Krüger).

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