Terceirização da inspeção sanitária gera polêmica
A alta demanda por serviços de inspeção sanitária de carnes no Estado fez com que a Cidasc, responsável pela sanidade, adote a terceirização. Pelo novo sistema, empresas poderão contratar veterinários credenciados e terão acompanhamento do Estado.
Só a Cidasc tem que inspecionar 780 empresas, das quais 180 são abatedouros. Levantamento do IBGE em 2010 aponta que 34% das carnes consumidas em Santa Catarina são clandestinas. A medida está causando polêmica, isso porque, em muitas regiões os municípios estão arcando com os serviços e os custos da inspeção.
O assunto foi discutindo ontem (10/04) entre os prefeitos do Alto Uruguai Catarinense, durante reunião na Câmara de Vereadores em Concórdia. Conforme o Diretor Técnico da Cidasc, João Manoel Marques, o Estado não tem como a atender a demanda porque precisaria contratar de imediato 600 servidores. Porém ele afirmou que essa medida não traz riscos para o controle de sanidade que mantém o Estado livre de febre aftosa sem vacinação.
A reclamação é maior por parte dos pequenos municípios. Isso porque, o número de veterinários já não atende a demanda de serviços e sem contar que todo o custo fica para os cofres das prefeituras, conforme reclamou o prefeito de Alto Bela Vista, Sergio Schimitz.
Outro problema para os municípios é a forma de contratação dos profissionais. A Cidasc exige que sejam servidores de carreira. Para o prefeito de Ipira, Francisco Aguiar, uma forma de sanar a impasse é fazer um convênio entre Estado e municípios.