Trabalhadores da BRF de Concórdia votam reajuste de 8,5%
Na tarde de ontem, dia 03, as equipes da BRF e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (SINTRIAL) estiveram reunidos para mais uma rodada da negociação salarial deste ano e no sábado, dia 06, a partir das 9h, no auditório do sindicato, a proposta de reajuste será colocada em votação.
“São os trabalhadores e trabalhadoras da empresa que irão definir os rumos desta negociação através de assembleia. Conhecimento, argumentação e experiência não nos faltaram para defender a melhor proposta. Cada uma das equipes defende seus interesses e nós avançamos tudo o que conseguimos. Não é a proposta ideal que gostaríamos de apresentar, mas tendo em vista as negociações já concluídas e que foram abaixo deste percentual, esse é o cenário que nos cerca e para o momento o que nos resta é deixar nas mãos do trabalhador a definição”, afirma o presidente do SINTRIAL, Jair Baller.
A proposta que será colocada em votação é a seguinte:
- Reajuste: 8,5%, sendo 7% retroativos a maio e 1,5% em fevereiro de 2017;
- Piso Salarial de Admissão: R$ 1.100,00;
- Piso salarial de Efetivação: R$ 1.155,00;
- Ticket Alimentação: 10 créditos de R$ 150,00 (a partir de maio) e 2 créditos de R$ 170,00 nos meses de março e abril de 2017. Nesses valores já estão inclusos os R$ 10,00 da participação dos trabalhadores(as). Haverá dois créditos extras: R$ 50,00 a mais no fechamento da negociação e R$ 100,00 no mês de dezembro/2016.
- Geração de valor: R$ 270,00 a ser pago em setembro/2016;
- Quinquênio: quatro benefícios de 3% limitado ao teto de R$ 2.000,00 a partir de agosto/2016;
- Base de Insalubridade: R$ 930,00 a partir de maio/2016;
- Troca de uniforme: 12 minutos a partir de fevereiro/2017, nos moldes já praticados e folgas nos dias 26/12/2016 e 02/01/2017.
- Manutenção das demais cláusulas.
A comissão de negociação do SINTRIAL é formada pelos dirigentes Jair Baller, Janete Fracasso, Marli Moterle, Sidnei Pasini, Carlos O. dos Santor Jr e Lenoir de Jesus, pelo assessor jurídico João Roberto Crippa e o apoio do economista do Dieese, José Álvaro Cardoso. (Ascom Sintrial)