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Transportadores pendem "intervenção militar"; governo acusa empresas

Data 26/05/2018 às 21:29
Movimento se manteve no Alto Uruguai Catarinense; governo diz que há retomada de atividades no país
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O sábado, 26, foi mais um dia nervoso na greve dos caminhoneiros. Uma das novidades nos postos de paralisação, inclusive no Alto Uruguai Catarinense,  foi a colocação de faixas e cartazes pedindo “intervenção militar”. Na avaliação de alguns, o pedido é uma “vacina” para se contrapor ao movimento do presidente Michel Temer de chamar o Exército ao campo das manifestações. Para outros, é o componente político agregado à pauta econômica da mobilização.

 

O governo federal manteve o esforço para conter a expansão do movimento que tem uma mistura de adesão coordenada e espontânea por quase todo o Brasil. Pelo balanço federal, o número de pontos de mobilização diminuiu de sexta para sábado. Na versão do governo, as medidas tomadas já deram os primeiros resultados.  

 

A versão dos transportadores é diferente. Para eles, a adesão aumentou, como na BR 153, em Concórdia, que ganhou o apoio de produtores rurais. Os pontos na região estão sendo mantidos neste fim de semana.

 

Avaliação do governo

O governo federal avaliou a situação pela manhã, disse que há informações consistentes de locaute (paralisação coordenada por empresas) e que a Polícia Federal tem procedimentos em andamento para prender empresários. E que começa a aplicar multas de R$ 100 mil por hora parada.

 

Na noite deste sábado, o ministro Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, em entrevista coletiva junto com o ministro Sérgio Etchegoyen (Segurança Institucional), disse que a Polícia Federal instaurou 37 inquéritos em 25 estados para apurar prática de locaute (paralisação por iniciativa ou com apoio das empresas) durante a greve dos caminhoneiros.

 

Segundo Jungmann, houve "apoio criminoso" de empresas ao movimento, que, afirmou, "irão pagar por isso". Ele disse que os identificados como responsáveis estão sendo convocados para prestar depoimento.

 

"Temos comprovado, seguramente, que essa paralisação por caminhoneiros autônomos, em parte, teve desde seu início a promoção e o apoio criminoso de proprietários, patrões de empresas transportadoras e distribuidoras. E podem ter certeza que irão pagar por isso", declarou.

 

As estratégias

O governo age com duas estratégias. Em uma delas, tenta estimular negociações com entidades que representam os transportadores. E na outra, chama o Exército e forças de segurança para evitar obstrução de rodovias.

 

Entre outras medidas, o governo editou decreto, publicado em edição extra do Diário Oficial da União neste sábado (26), que “autoriza a requisição de veículos particulares necessários ao transporte rodoviário de cargas consideradas essenciais pelas autoridades”.

 

Advertência

O senador Renan Calheiros (MDB), do mesmo partido do presidente da República, classificou de insana a atual política de preços para o gás, gasolina e óleo diesel. Na visão do senador, ou o presidente muda a política sustentada pelo presidente da Petrobrás, Pedro Parente, ou ele, Temer,  não se sustenta no poder. Lembrou que em Alagoas, o estado de Calheiros, o presidente Michel Temer tem rejeição de 90%.

 

O amanhã

O futuro  imediato do impasse político e logístico está atrelado à efetividade das ações do governo federal e à resistência dos transportadores. Por enquanto, a sociedade regional assiste aos primeiros dias de caos, que começou com o esgotamento total dos estoques de gasolina e a suspensão de atividades das agroindústrias, o motor da nossa economia.

 

E o que será do amanhã?

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