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Um ano sem Globoaves em Lindóia do Sul

Data 04/08/2017 às 10:25
Prefeito Genir Loli diz que Município está buscando e articulando possíveis saídas. Tudo depende da recuperação judicial
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Foto: Arquivo.
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Nesta sexta-feira, dia quatro, completa-se um ano sem Globoaves no município de Lindóia do Sul. Há exatos 12 meses, a companhia suspendeu parte das operações e inseriu parte do corpo funcional na Lay-off, que durou até o final do ano de 2016. A expectativa era de que as operações voltasse, o que não aconteceu. No começo deste ano, veio à tona a notícia de que a Globoaves ingressou com pedido de recuperação judicial, que está em análise pela Justiça do Paraná.

Se a planta frigorífica voltará a funcionar, ou não, é uma incógnita. Mas o fato é que Lindóia do Sul viu os empregos irem embora, pessoas deixarem a cidade, produtores ficarem sem receber, o comércio sentir o baque e a sentença de que impacto do movimento econômico, que seria gerado pela empresa, vai ser sentido nas finanças públicas no ano que vem.

Em entrevista ao Primeira Hora da Rádio Aliança, o prefeito de Lindóia do Sul, Genir Loli, disse o Executivo está buscando uma saída para fazer a planta operar novamente. Mesmo com o processo de recuperação judicial transcorrendo, Loli diz que há conversações com outras empresas para que assumam ou estabeleçam parceria para que a unidade volte a operar. "Estamos fazendo vários contatos com empresas da região. Inclusive conversamos com uma cooperativa de Medianeira, que assumiu a unidade da Globoaves de Cascavel, e estavam interessados em assumir aqui. Mas ninguém quer avançar no assunto, enquanto há esse processo de recuperação judicial", explica o prefeito Genir Loli.

Sobre o processo de recuperação judicial, Loli confirma a informação já divulgada pela Rádio Aliança de que a Justiça do Estado do Paraná pediu para que houvessem mudanças nesse plano. Na visão do judiciário do vizinho estado, alguns credores estariam sendo prejudicados e houve entendimento de que esse plano teria que ser refeito. De acordo com Loli, o prazo para apresentação desse novo plano de recuperação judicial é de 60 dias corridos. "Conversei com um representante da empresa e tive garantias de que eles estão trabalhando firme nesse novo plano", informa o prefeito.

Enquanto aguarda-se uma definição sobre o plano de recuperação judicial, a planta da Globoaves permanece parada. Por outro lado, prefeitura, empresários e produtores rurais que estavam integrados correm contra o tempo, para amenizar os impactos que a suspensão das atividades do frigorífico continua causando no segundo maior município do Vale da Produção.

 

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