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Vereadores cobram esclarecimentos
O aumento salarial para os cargos de engenheiros e arquitetos do município se tornou polêmico nesta semana, quando a imprensa passou a divulgar o assunto e os posicionamentos de alguns vereadores.
Nos bastidores a repercussão já era grande, mas foi na sessão desta terça-feira, que o reajuste, proposto pelo Projeto de Lei Complementar 8/2014, protocolado na Câmara de Vereadores no início do mês, ganhou espaço na tribuna. O vereador Fábio Ferri (PMDB) e demais integrantes da bancada, que tiveram a adesão dos demais vereadores, solicitaram esclarecimentos sobre o assunto, com a presença do presidente do Sindicato dos Servidores e representantes das categorias para um debate mais amplo no Legislativo.
Ferri, que foi o primeiro a se manifestar, disse que bancada peemedebista não é contrária ao aumento salarial, mas que são necessários esclarecimentos para que os vereadores tomem uma posição mais acertada. Questionou porque este reajuste, que enquadraria os salários ao piso nacional das categorias, não foi tratado com o sindicato, e especificado no projeto de reajuste salarial de todos os servidores municipais, aprovado no mês passado, com aumento de 7,5%.
Edilson Massocco (PMDB) foi um pouco mais duro nas colocações e disse que o reajuste veio "as escuras" no projeto anterior. "Se a administração acha tão importante este ajuste nos salários, porque não o tratou na mesa de negociação e destacou o enquadramento na redação do projeto", questionou o vereador. Massocco ressaltou que a intenção não é transformar a questão em uma guerra e nem mesmo antecipar o voto. "Precisamos saber de quanto é realmente este percentual de reajuste e as justificativas para concedê-lo", ponderou aos demais vereadores e aos vários engenheiros e arquitetos municipais, que pela segunda sessão consecutiva, ocuparam boa parte do plenário da Câmara.
O líder do governo no Legislativo, Arlan Guliani, bem como os petistas Evandro Pegoraro e Gilberto Romani se manifestaram favoráveis ao reajuste, já que a Lei Federal prevê os valores como piso salarial. "No momento da discussão do projeto vamos argumentar a importância da aprovação. Espero que nenhum vereador utilize isso para instigar algumas classes contra os arquitetos e engenheiros", adiantou Arlan.
Marilane Fiametti Stuani (PMDB) afirmou que o vereador está equivocado quando a intenção de jogar uma classe contra outra e que seria uma questão de justiça e igualdade se o reajuste tivesse sido proposto e concedido no plano de carreira, quando sim, o piso poderia ter sido exigido.
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