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Vereadores perderam a oportunidade de dar o exemplo ao aumentaram salários

Data 12/06/2016 às 12:45
Decisão dos vereadores repercute negativamente no povo de Concórdia
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Vereadores perderam a oportunidade de dar o exemplo ao aumentarem os próprios salários

É impressionante a repercussão negativa entorno da votação, na surdina, na Câmara de Vereadores de Concórdia do projeto de lei que aumentou os salários dos vereadores, do prefeito e do vice de Concórdia. A elevação do salário dos nobres edis para quase R$ 7mil e a do prefeito para mais de R$ 17 mil, valor superior ao do que recebe o governador do Estado virou assunto em 9 de cada 10 rodas de conversa. E não é para menos. 

Pois, o raciocino que mais se ouve gira em torno do fato de que os parlamentares perderam a grande oportunidade de mostrarem austeridade e cuidado com o gasto público. É quase unanimidade a tese de que não haveria nenhuma necessidade deste aumento. 

Concórdia tem sido destaque positivo pelos índices de qualidade de vida e desenvolvimento humano. Poderia ter sido também destaque se os vereadores tivessem dado o exemplo na votação do aumento dos próprios salários que coloca o presidente da Casa com vencimentos superiores ao de um secretário de Estado em Santa Catarina. 

Entre os tantos exemplos negativos está o fato de que um professor 40hs em Concórdia ganha menos do que R$ 3 mil reais, enquanto que um vereador vai receber mais do que o dobro de salário e, ainda, cerca de R$ 850 reais por sessão na Câmara. O cálculo leva em consideração que a maioria dos vereadores comparece na Câmara somente para participar das sessões, que em alguns casos duram menos de 20 minutos. 

Em outro comparativo, um vereador de Concórdia recebe por sessão o que um trabalhador leva um mês para ganhar. Ou seja, um mês com jornada de 40hs contra uma sessão de no máximo duas. É razão de sobra para afirmar que este aumento além de estar fora do contexto, era totalmente desnecessário. Ou não?

*Da coluna do Diário do Oeste

Prefeito Girardi também perdeu a vez

 

O prefeito João Girardi também deixou passar o aumento sem questionar, poderia ter seguido o exemplo do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori que vetou os projetos que tratavam dos reajustes dos servidores do Judiciário, Defensoria Pública, Ministério Público, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa. Os textos haviam sido aprovados na Assembleia no mês de maio. Há que se dizer que a situação dos gaúchos, ainda é pior do que a nossa, mas se continuarmos aprovando a gastança daqui a pouco vai faltar grana para pagar o salário de todo mundo, como já está acontecendo no Estado Gaúcho.

 
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