Vereadores querem solução para o destino de animais mortos
Um problema que ainda preocupa os produtores rurais é o destino dos animais mortos. Desde que foi proibido usar essas carcaças na produção de farinha de carne, a empresa deixou de recolher gratuitamente e isso passou a ser um custo a mais para os produtores rurais. Nesta semana os vereadores fizeram uma sugestão para que a Prefeitura de Concórdia faça o recolhimento desses animais nas propriedades e dê o destino adequado para as carcaças.
O vereador Edno Gonçalves (PDT) diz que com a proibição de usar esses animais para a produção de ração, não foi mais viável para as empresas fazer o recolhimento. “Agricultores estão com dificuldades, porque não tem mais essa coleta”, enfatiza. Edno ainda diz que em Concórdia morrem por mês 200 bovinos e 1,5 mil suínos. Na região são 900 toneladas.
O vereador ainda comenta que o custo estimado para o Município prestar esse serviço para todas as propriedades de Concórdia seria de R$ 8 mil. A dificuldade não é o investimento, mas a segurança jurídica, já que legalmente dar um destino correto aos animais mortos é responsabilidade dos produtores.
A sugestão de Evandro Pegoraro (PT) é que se faça uma reunião técnica e que se envolva as agroindústrias nesse problema. “Quando dá lucro, o animal é da agroindústria. Quando morre, a responsabilidade é do produtor”, ressalta.
O presidente da Câmara de Vereadores, Artêmio Ortigara (PR), diz que são várias as entidades e empresas que têm responsabilidades com isso. “Legislação sanitárias que vêm impor restrições temos muitas, agora não se tem uma legislação clara que diga como se dar esses encaminhamentos”, frisa.
Desafio é a legalidade
A dificuldade de o Município prestar esse serviço não é o valor do investimento, mas a legislação. O secretário de Agricultura, Mauro Martini, explica que legalmente é responsabilidade dos produtores dar o destino correto aos animais, assim como acontece com os moradores da área urbana que são responsáveis pela destinação do lixo doméstico, ou de outras atividades comerciais.
As alternativas são pagar para uma empresa de Seara que faz o recolhimento destes animais ou fazer compostagem. Mauro Martini comenta que as propriedades em que é necessário o licenciamento ambiental, no caso as que trabalham com a produção de aves e suínos, já dão o destino correto aos animais mortos. O custo para fazer o recolhimento varia de R$ 40,00 a R$ 60,00 para bovinos, e de R$ 10,00 a R$ 20,00 para os suínos.