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Vereadores sugerem Audiência Pública para discutir o esgotamento sanitário

Data 24/08/2017 às 06:00
Parlamentares reclamam da qualidade do serviço e da falta de fiscalização da prefeitura.
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(Foto: Divaleia Casagrande/Ascom/CVC) - Valcir Zanella, do PSDB, fez menção aos trabalhos na Romano Anselmo Fontana.
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Desde que as obras de instalação do esgoto sanitário começaram em Concórdia, a reclamação tem sido uma só e constante: os buracos abertos no asfalto – em alguns em pavimentações novas- não são fechados com a qualidade necessária. “A situação tem se agravado cada vez mais. Todos sabemos da importância da finalidade da obra, mas o recapeamento que vem sendo feito deixa a desejar, principalmente onde tem os tampões”, disse o vereador Anderson Guzzatto (PR) ao levantar o assunto na Câmara, na noite desta terça-feira, 22.

 

A preocupação dele é porque depois o município vai ter que pagar a conta depois, com a recuperação asfáltica de todas as vias. “A Prefeitura precisa aumentar a fiscalização já, porque a empresa que está executando a obra vai levar mais de R$ 40 milhões pelo serviço. Ele precisa ser bem feito”, disse ao argumentar que a hora de cobrar é agora.

 

O vereador Closmar Zagonel (PMDB) lembrou que o pedido por mais fiscalização foi feito ainda no começo do ano. “ Daqui um tempo não vai mais existir asfalto na área urbana. É preciso que a equipe de engenharia fiscalize de forma mais firme o trabalho que está sendo feito”, disse ao pedir que vai solicitar informações para saber se a empresa vem sendo notificada pela Prefeitura.

 

Já o vereador Evandro Pegoraro (PT) disse que a obra do esgoto sanitário é assunto diário. “As ruas no geral estavam boas. Existiam problemas, claro. Mas agora, onde a obra passou a situação está precária. É um problema de milhões para qualquer administração que esteja à frente do município. Será uma espécie de herança maldita”, avaliou.

 

Pegoraro ainda disse que “se já existem problemas agora, espera começar a ligar a rede de esgoto.“ A tal bombinha vai custar caro. Já pedimos para empresa vir aqui e não tivemos resposta. Está situação precisa ser discutida com toda a comunidade”.

 

O vereador Jaderson Miguel (PSD) também demonstrou preocupação com a obra. “Como fica a situação das famílias depois da obra pronta. Elas são obrigadas a fazer a ligação? E se elas não tiveram condições financeiras”, questionou.

 

O presidente da Câmara, Artêmio Ortigara (PR), comentou que participou de uma reunião técnica entre as equipes da empresa e da prefeitura e que existe uma fiscalização. A demora, inclusive em fechar o local onde a tubulação passa, precisa respeitar um intervalo de tempo, para assentar a terra.

 

O vereador Valcir Zanella (PSDB) disse que recebeu reclamações pontual de moradores da rua Romano Anselmo Fontana, com a preocupação de uma ponte que foi modificada pelo consórcio que executa a obra. Com a reclamação feita, a empresa foi lá e refez o serviço. 

 

Já o vereador Edno Gonçalves (PDT lembrou da entrevista do prefeito e da notificação feita pela prefeitura para a empresa. Ele lembrou do compromisso da administração em não receber a obra se ela não estiver de acordo com o projeto.

 

O debate e a posição dos vereadores terminou com a sugestão de que seja realizada nos próximos dias uma audiência pública para discutir todos os pontos levantados e para que a população possa ser esclarecida.

 

(Fonte: Divaleia Casagrande/Ascom/CVC)

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