Vereadores voltam a cobrar atendimento da Fatma
A nomeação do gerente local da Fatma novamente rendeu debate na Câmara de Vereadores. Há alguns dias, RuimarScortegagna (PT) havia tratado sobre o assunto, já que existia uma grande demanda de licenciamentos ambientais parados porque não existia o responsável para os despachos. Nesta terça-feira, 17, a temática foi novamente levantada por Dirceu Biondo (PR), que questionou as últimas duas nomeações para gerência local. Uma que durou dois dias e uma segunda, de uma servidora que se desloca de Lages para Concórdia. Assim, realizando os despachos apenas duas vezes por semana.
“Será que não tem uma pessoa para ficar ali sentada dando despacho aos projetos, que estão aguardando? Isso é uma vergonha. Pois algumas empresas terão que chegar ao extremo de fechar as portas porque não tem uma licença para operacionalizar os dejetos”, questionou Biondo, indignado com a situação. Ruimar voltou a se pronunciar quanto a problemática. Disse estar triste e preocupado com a situação. “Representantes da Fatma chegaram a se pronunciar na imprensa quando fizemos os primeiros questionamentos. Criticaram as cobranças, dizendo que o município deveria se mobilizar, pois a parte deles estava sendo feita”, relatou o vereador.
Ruimar afirmou que não dá para admitir que o trabalho seja realizado apenas duas vezes por semana. “Antes, quando não havia a gerência local, tudo era encaminhado a Joaçaba e agora, com o atendimento aqui, a morosidade e dificuldade dos agricultores continua grande. O trabalho aqui não tem eficiência e nem eficácia”, destacou. O vereador ainda questionou o custo que o Estado tem no descolamento da gerente, que vem de Lages a Concórdia, duas vezes por semana. “Precisamos uma pessoa efetiva, que faça o trabalho na gerência”, finalizou.
Vilmar Comassetto (PCdoB) disse que o governo do Estado já demonstrou que não tem interesse em apoiar ações voltadas a questão ambiental, de licenciamentos. “Isso só atrapalha”, destacou. Para Comassetto, a alternativa, para se livrar da dependência do Estado e para o empreendedor não ser penalizado, é buscar os licenciamentos em nível municipal. “O Consórcio Lambari já apresentou uma proposta, que é viável. Agora é preciso agilizar a elaboração dos projetos de lei, em cada município da região, para então, votá-los”, destacou o vereador.
Fonte: Ascom/Câmara