Guerra: Combustíveis sofrem grande alta no semestre em Concórdia, mas preço começa a se ajustar
Preço dos combustíveis em Concórdia fechou o primeiro semestre em alta, apesar da queda registrada nos últimos meses. Gasolina, etanol e diesel foram impactados pela crise internacional, mas começaram a recuar após medidas adotadas pelo Governo Federal
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Os preços dos combustíveis em Concórdia encerraram o primeiro semestre de 2026 acima dos valores registrados no início do ano, mesmo após dois meses consecutivos de redução. Levantamento realizado pela reportagem da Massa FM, com base em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mostra que a gasolina, o etanol e o diesel sofreram forte influência da instabilidade no mercado internacional, especialmente em razão do conflito no Oriente Médio.
O cenário começou a mudar apenas nos meses de maio e junho, quando medidas anunciadas pelo Governo Federal contribuíram para conter os reajustes e provocar uma queda gradual nos valores praticados nos postos.
A gasolina comum iniciou o ano com preço médio de R$ 6,58 por litro, valor que permaneceu praticamente estável também em fevereiro. A partir de março, entretanto, começou a sequência de reajustes. O litro passou para R$ 6,67, alta de nove centavos, e voltou a subir em abril, atingindo R$ 6,78, o maior valor médio do semestre.
Com o arrefecimento da crise e as ações para conter os aumentos, o combustível iniciou trajetória de queda. Em maio, a média recuou para R$ 6,76 e, em junho, chegou a R$ 6,71. Embora tenha encerrado o semestre abaixo do pico registrado em abril, a gasolina ainda terminou o período 13 centavos mais cara do que em janeiro. No momento de maior alta, o litro chegou a acumular aumento de aproximadamente 20 centavos.
O etanol também apresentou comportamento semelhante. Em janeiro, o combustível era vendido, em média, por R$ 5,26 o litro. Em fevereiro, passou para R$ 5,31, enquanto março registrou uma elevação mais significativa, alcançando R$ 5,42. A escalada continuou em abril, quando o preço médio atingiu R$ 5,51, maior valor do semestre. A partir de maio iniciou-se uma redução gradual, com média de R$ 5,44, chegando a R$ 5,40 em junho.
No auge da valorização, o etanol acumulou aumento de 25 centavos por litro em relação ao início do ano. Mesmo com as reduções posteriores, o combustível encerrou o semestre 14 centavos acima do valor registrado em janeiro.
Entre os três produtos analisados, o diesel foi o que sofreu as maiores oscilações ao longo do semestre. Em janeiro, o litro era comercializado por R$ 6,44, chegando inclusive a cair para R$ 6,40 em fevereiro. No entanto, a partir de março houve uma disparada histórica. O preço médio saltou para R$ 7,11, alta de 71 centavos em apenas um mês.
Em abril, o movimento continuou, com novo reajuste de 61 centavos, fazendo o diesel atingir R$ 7,72 por litro, o maior valor registrado no período. As primeiras reduções ocorreram em maio, quando a média caiu para R$ 7,49, e seguiram em junho, chegando a R$ 7,30.
Apesar da queda recente, o diesel ainda encerrou o semestre 86 centavos mais caro do que em janeiro. No pico da crise internacional, o combustível chegou a acumular uma elevação de R$ 1,28 por litro, sendo o mais impactado pelas oscilações do mercado do petróleo.