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Defesa de homem que matou filha diz que vai recorrer após condenação a 71 anos de prisão

Data 14/04/2026 às 10:45
Advogados dizem que pretendem questionar aspectos formais do julgamento e a pena aplicada.
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Foto: Divulgação/Oeste Mais
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A defesa de Valmir Rodrigo Pegoraro, de 42 anos, condenado a 71 anos de prisão pela morte da própria filha, informou que irá recorrer da decisão judicial. O julgamento ocorreu na última sexta-feira, dia 10, no Fórum da comarca de Ponte Serrada, após mais de 10 horas de júri.

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Em nota enviada ao Oeste Mais, o escritório Cavalli e Peinhopf Advogadas Associadas, responsável pela defesa de Valmir, declarou que “apresentará recurso para discutir questões formais ocorridas no julgamento, assim como a quantidade de pena fixada, buscando a adequada revisão da decisão pelas instâncias superiores”.

Leia também: Pai que matou filha cumpria pena em regime aberto por violência doméstica na época do crime

Valmir foi condenado pelos crimes de feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver. A pena total soma 71 anos de reclusão, sem direito de recorrer em liberdade. Ele já estava preso desde a época do crime e foi encaminhado diretamente à penitenciária de Chapecó após a sentença.

Conforme o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), o conselho de sentença reconheceu agravantes no feminicídio, como o fato de a vítima ser menor de 14 anos, o uso de asfixia (enforcamento) e recurso que dificultou a defesa da criança. A pena para esse crime foi fixada em 60 anos, com a confissão considerada como atenuante.

Pelo crime de sequestro, a pena foi de oito anos, com qualificadoras como o fato de a vítima ser descendente, menor de idade e ter sofrido grande sofrimento físico ou moral. Já para a ocultação de cadáver, a pena foi de três anos, levando em conta agravantes como reincidência, motivo torpe e tentativa de assegurar impunidade.

O crime ocorreu em 25 de maio de 2025, quando, conforme as investigações, Valmir fugiu com a filha de 1 ano e 9 meses do interior de Abelardo Luz, levou a criança até uma área de mata no interior de Vargeão e cometeu o homicídio. O corpo foi encontrado no dia seguinte, na linha Copinha, próximo à divisa com Faxinal dos Guedes.

Segundo o processo, o próprio pai confessou o crime em uma ligação telefônica, relatando ter enforcado a filha e, em seguida, tentado tirar a própria vida.

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