Piloto de tragédia com balão que matou duas concordienses é denunciado pelo MPSC
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou nesta segunda-feira (26) o piloto do balão de ar quente envolvido na tragédia que matou oito pessoas em Praia Grande, no Sul catarinense, em junho de 2025. Entre as vítimas estavam duas concordienses, mãe e filha, que perderam a vida no acidente.
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O órgão aponta indícios de negligência e imprudência na condução do voo e denunciou o responsável por homicídio culposo e lesão corporal culposa. A denúncia foi protocolada na Vara Única da comarca de Santa Rosa do Sul e agora será analisada pela Justiça.
Conforme a apuração do MPSC, o piloto teria mantido no cesto um maçarico adicional conectado a um frasco de gás, equipamento diferente daquele fornecido pelo fabricante do balão. A investigação aponta que a válvula não foi devidamente fechada antes da decolagem, o que teria contribuído para o início do incêndio.
O Ministério Público também identificou falhas nos procedimentos de emergência e na orientação dos passageiros sobre os riscos da atividade.
Ainda segundo a denúncia, após o balão tocar o solo, o piloto teria saltado do cesto e soltado a fita de controle, fazendo com que a estrutura, ainda em chamas e com oito pessoas a bordo, voltasse a subir de forma desgovernada. Quatro ocupantes morreram ao saltar na tentativa de escapar do fogo, enquanto os outros quatro morreram carbonizados.
O MPSC também pede indenização por danos morais aos sobreviventes e aos familiares das vítimas fatais. A denúncia ainda não significa condenação: caberá à Justiça decidir se recebe a acusação e dá andamento ao processo criminal.